Por aqui e por ali ...

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Presente, num espaço magnífico e num tempo de esperança no futuro!
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terça-feira, 24 de setembro de 2013

UMA EXPLICAÇÃO

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Recebi um email amigo que me deu conta do que o António Costa, no programa "quadratura do círculo" terá dito.

E aqui está textualmente o que ele disse (transcrito manualmente):


“A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. 

A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. 
Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. 
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. 
Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!

A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. 

Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. 
A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.

Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público-privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... 
Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."

CADA UM AGORA QUE TIRE AS CONCLUSÔES QUE ACHAR BEM ...

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

COIMBRA

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A propósito ...



sábado, 7 de julho de 2012

Além ... Tejo

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Desde o Alentejo profundo - Moura - e a esta hora da matina, sempre vos digo:

Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que às vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência.

''António Aleixo''


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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

TDT

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Para que serve a taxa de audiovisual e porque é que a TDT só oferece quatro canais?

TDT quantos canais tem?
Para quando mais canais na TDT?
Porquê só os quatro canais?
Por que é que na minha aldeia algures na fronteira onde já tenho a TDT de "nuestros hermanos" espanhóis visualizo 50 canais e muitos deles em alta definição e aqui neste país só tenho os míseros quatro canais?
Será que tenho de pagar à Meo ou à Zon para ter mais canais?

Pode obter a resposta a estas, e outras, questões em:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=529953
 
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Atualidade

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Impostos nos Países Baixos.

Estamos saturados de manhosos, desconfiados de moralistas, estamos sem ídolos, sem heróis, estamos encandeados pelos faróis dos que saltam para o lado do bem para escapar à turba contra o mal. Quando apanhamos, abocanhamos. Estraçalhamos. Somos uma multidão furiosa. Às vezes, erramos. A família Soares dos Santos não está a fugir aos impostos. Mesmo se vai fugir ao País.

Só há um antídoto contra a especulação: a informação. É assustador ver tanta opinião instantânea sobre o que se desconhece. A sede de vingança tomou o lugar da fome de justiça. O problema não está na rua, nas redes sociais, nas esquinas dos desempregados. Está em quem tem a obrigação de saber do que fala. Do Parlamento, de Ana Gomes, de António Capucho, dos que pedem boicotes ao Pingo Doce (para comprar onde, já agora? No Continente da Sonae que tem praças na Holanda? No Lidl, que as tem na Alemanha?).

A decisão da família Soares dos Santos pode ser criticada mas não pelas razões que ontem se ouviu. A Jerónimo Martins não vai pagar menos impostos. E a família que a controla também não - até porque já pagava poucos.

Uma empresa tem lucro e paga IRC; depois distribui lucro pelos accionistas, que pagam IRC (se forem empresas) ou IRS (se forem particulares). Neste caso, a Jerónimo continua a pagar o mesmo IRC em Portugal (e na Polónia); o seu accionista de controlo, a "holding" da família Soares dos Santos, transferiu-se para a Holanda. Por ter mais de 10% da Jerónimo, essa "holding" não pagava cá imposto sobre os dividendos e continuará a não pagar lá. Já quando essa "holding" paga aos membros da família, cada um pagaria 25% de IRS cá - e pagará 25% lá. Com uma diferença: 10% são para a Holanda, 15% para Portugal.

Porque tomou a família uma decisão que, sendo neutra para si, prejudica o Estado português? Pela estabilidade e eficácia fiscal de lá, que bate a portuguesa. Pelo acesso a financiamento, impossível cá. E porque a família tem planos de crescimento que não incluem Portugal.

Aqueles que se escandalizaram ontem deviam ter-se comovido também quando, há um par de meses (como aqui foi escrito), a Jerónimo anunciou como iria investir 800 milhões de euros em 2012: 400 milhões da Colômbia, 300 na Polónia... e 100 milhões em Portugal. Isto sim, é sair de Portugal. E quando a Jerónimo investir na Colômbia, provavelmente vai fazê-lo também através da Holanda, onde se paga menos. Estes são problemas diferentes dos que ontem foram enunciados: a falta de atracção de investimento de Portugal; e a instabilidade fiscal, que muda leis como quem muda de camisa, afastando o capital.

A família Espírito Santo tem sede no Luxemburgo. Belmiro lançou a OPA à PT a partir do Holanda. O investimento estrangeiro é feito de fora. Isabel dos Santos investe na Zon a partir de Malta. Queiroz Pereira tem os activos estrangeiros separados de Portugal. António Mota desabafa há dias que pode ter de criar uma sede fora de Portugal só para que a banca lhe empreste dinheiro. E a família Soares dos Santos tem um plano que não nos contou mas que ainda nos vai surpreender - feito com bancos estrangeiros e a partir da Holanda, que é uma plataforma fiscal mais favorável à internacionalização para fora do espaço europeu, uma vez que não há dupla tributação da Holanda para e do resto do mundo.

O que custa a engolir não é que Soares dos Santos tenha cortado o passado com Portugal, esse mantém-no e continua a pagar impostos. É que tenha cortado o futuro. É que tenha decidido investir fora daqui porque aqui não tem por onde crescer, para procurar lucros fora de Portugal, criar postos de trabalho fora de Portugal e, então sim, pagar impostos desse futuro fora de Portugal. Pensando bem, esse é um grande problema e é um problema nosso. Mas investir fora do País não é traição. É apenas desistir dele. E a Jerónimo já partiu para a Polónia há muitos, muitos anos - ou ninguém reparou?

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Editorial do Jornal de Negócios, de 3/1/2012, da autoria do seu Diretor, Pedro Santos Guerreiro.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Lifting

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Cibernautas,

Estava na altura de fazer uma pequena limpeza de gorduras (e porque não, melhor "arrumação"), na cara do blog.
Espero que gostem.

Nem sempre as mudanças são para melhor, embora seja sempre esse o objectivo.


Nota:
lifting (líftingue)
(palavra inglesa)
s. f.
[Cirurgia] Cirurgia estética destinada a eliminar rugas e sinais de envelhecimento da pele, geralmente do rosto.

Fonte: http://www.priberam.pt/

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terça-feira, 7 de junho de 2011

Opinião

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Entrevista do Árbitro FIFA (em actividade) Pedro Proença.


O árbitro Pedro Proença deu uma entrevista ao jornal Público (http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1497847) onde tece algumas considerações sobre o futebol, em geral, e a arbitragem, em particular.

Por exemplo:
«Pedro Proença é árbitro de futebol desde 1988-89. Ao longo da carreira, viu o sector passar por uma evolução “muito grande”, mas até aponta a necessidade de se ir mais além. Em entrevista ao PÚBLICO, mostra-se favorável à introdução de meios tecnológicos e defende a profissionalização, assim como uma reforma no processo de observação dos árbitros. Proença admite ainda que há situações menos claras na arbitragem em Portugal, mas sublinha a sua “independência total do futebol”.»

E quando questionado:
«A observação dos árbitros é um procedimento transparente?»

responde:
«Transparente é. Mas está absolutamente obsoleto e ultrapassado. Aquilo que eu preconizava era uma reformulação completa dos quadros dos observadores, e a observação através do vídeo, conjugada com a de campo. É preciso aproximar a realidade das prestações dos árbitros às suas classificações. Se os dirigentes querem defender a verdade desportiva, é preciso investir neste sector.»


Mas então o que será que "está absolutamente obsoleto e ultrapassado"?
  • A forma de observação - humana (em campo) e, nalguns jogos (os que são alvo de reclamação e/ou de visionamento), através do respectivo vídeo?
  • A constituição dos respectivos quadros (como refere no plural, admito que se esteja a referir aos quadros da FPF - 1ª e 2ª Categoria) - constituidos por (na sua quase totalidade) ex-árbitros que se candidatam, prestam provas (de promoção e ao longo da época) e são classificados segundo o seu desempenho?
Se por acaso se está a referir ao primeiro ponto, estamos parcialmente de acordo. Aliás, eu próprio propus esse modelo à actual Comissão de Arbitragem da LPFP (aquando das 2ªs provas desta época) - o sistema misto (como a própria FIFA e UEFA).
Mas não tenhamos ilusões: Não há sistemas perfeitos e este também tem as suas desvantagens (para além dos custos inerentes).
E, como facilmente se percebe, o actual sistema de avaliação de desempenho dos árbitros (que já é em si mesmo, parcialmente misto), afinal não está assim tão absolutamente obsoleto e ultrapassado!!!

Se porventura se está a refrir à constituição dos quadros. Bom então aqui estou em perfeito desacordo. Se posso admitir alguns ajustamentos á forma como se processa a sua composição, na essência estou totalmente de acordo com o modelo vigente. A Meritocracia deve prevalecer sempre sobre outros critérios de escolha.
E então sobre este ponto, julgo eu, estamos muito longe de estar absolutamente obsoleto e ultrapassado!!!


Mas é no seio da discussão que, concerteza, obteremos melhores soluções.
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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Em tempo ...

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LIDERANÇA e LIBERDADE!


“Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. 
Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. 
Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! 
De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. 
Quem for voluntário, sai e forma. 
Quem não quiser sair, fica aqui!”

Capitão Salgueiro Maia, na Madrugada de 25 de Abril de 1974, 
na parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém.

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Eu também por lá passei, uns bons anos mais tarde.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Afinal sempre houve resposta para o "porquê?" das crianças!

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A melhor resposta para dar às crianças quando as mandamos fazer qualquer coisa e nos perguntam "PORQUÊ mãe/pai?"

MÃE/PAI: VAI JÁ ARRUMAR O TEU QUARTO!
FILHO/A: Não vou!!!
MÃE/PAI: Tens de ir!  Eu estou a mandar!
FILHO/A: E porque é que tenho de fazer o que você/tu dizes?
MÃE/PAI: Porque está no Código Cívil Português, ARTIGO 128º!!!.


Código Civil Português
ARTIGO 128º - Dever de obediência
Em tudo o quanto não seja ilícito ou imoral, devem os menores não emancipados obedecer a seus pais ou tutor e cumprir os seus preceitos.


Fonte: Enviado por email.

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Numa prova de entrada para a Universidade ...

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Questão :
- Interpretar o seguinte trecho de um poema de Luís de Camões:

"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer".


Uma aluna deu a sua interpretação:

"Ah Camões, se vivesses hoje em dia,
tomarias uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Comprarias um computador,
consultarias a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!"


Teve nota máxima. Foi a primeira vez, depois de mais de 500 anos, que alguém entendeu qual era a ideia de Luís de Camões ...!



Fonte: Enviado por email ....:

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domingo, 12 de julho de 2009

Há sempre alguém que resiste ...

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Poema de Manuel Alegre.
Música de António Portugal.





Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.


E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.


E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.


Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.








Consultar (entre muitos outros): http://cvc.instituto-camoes.pt/poemasemana/05/01.html

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